Monthly Archives: outubro 2014

Biografia de Marinho Chagas será lançada na Capitania das Artes

MARINHOARTE

Há 40 anos, Marinho Chagas, maior jogador da história do Rio Grande do Norte, era considerado pela imprensa mundial como o melhor lateral-esquerdo de uma Copa do Mundo e, como comemoração, disputava uma partida pelo Campeonato Estadual de Amadores (Matutão) em sua cidade natal.

A história é uma das que são contadas na biografia “A Bruxa – E as vidas de Marinho Chagas” (editora Tribo, 200 p.), que será lançada na próxima terça-feira (4) no prédio da Capitania das Artes. Escrita pelo jornalista Luan Xavier, a obra é fruto de um trabalho que durou dois anos de pesquisas, viagens e mais de 40 entrevistas.

Com prefácio do jornalista Milton Neves, “A Bruxa” narra a infância na periferia e o sonho de Marinho Chagas em tornar-se jogador de futebol, sua chegada à Seleção Brasileira, os anos de glória no Rio de Janeiro e os problemas que o levaram à morte em 1º de junho de 2014, dias antes de realizar o sonho de ver um jogo de Copa do Mundo sendo realizado em sua cidade natal.

Com depoimentos de amigos, familiares e personalidades que conviveram com Marinho em várias épocas de sua vida, o autor conta detalhes sobre o homem por trás da lenda que ganhou fama internacional sendo o melhor jogador brasileiro na Copa do Mundo de 1974, na Alemanha.

“É gratificante poder contar uma boa história, como a de Marinho, e ter acesso a um ser humano que existia por trás de uma lenda do futebol”, diz Xavier. “Ele era uma pessoa sem limites, dentro e fora de campo, e por viver dessa forma conseguiu subir a um patamar que jamais imaginou e com igual intensidade descer ao mais profundo drama que alguém comum pode passar”, completa.

A biografia conta passagens de Marinho por Riachuelo, ABC, Náutico, Botafogo, Fluminense, São Paulo, América, Seleção Brasileira e pelo exterior, onde jogou nos Estados Unidos e na Alemanha, e depois treinou as seleções da Líbia e de Malta.

“A Bruxa” também traz histórias engraçadas e passagens polêmicas da rotina extracampo de Marinho Chagas, além de curiosidades sobre sua vida fora do Brasil, causos com famosos e uma narrativa comovente sobre seus últimos dias de vida.

Além de Natal, o livro já tem lançamentos programados para Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, todos em dezembro, e foi selecionado para ser tema de palestra no Festival Literário de Natal (Flin), no mesmo mês.

O autor

Luan Xavier é jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Pernambucano radicado em Natal, trabalhou como repórter nos jornais Diário de Natal, O Estado de S. Paulo e Novo Jornal, onde atualmente é editor do caderno de Esportes. Também foi comentarista na Rádio CBN Natal, na RedeTV RN e no canal Esporte Interativo.

SERVIÇO

Lançamento livro “A Bruxa – E as vidas de Marinho Chagas”

Editora Tribo

Terça-feira, 4 de novembro

19h – Capitania das Artes (Ribeira)

R$ 40 (livro)

CONTATO PARA ENTREVISTAS

Luan Xavier – (84) 9659-0822

Andressa Vieira

Assessoria de imprensa

(84) 9649-1214

TOM ZÉ LANÇA SEU NOVO CD “VIRA LATA NA VIA LÁCTEA”, NO DIA DO ANIVERSÁRIO DE NATAL, DENTRO DO NATAL EM NATAL 2014

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Convite foi feito pelo secretário de Cultura Dácio Galvão, em São Paulo.

 

Show será na área externa da Loja Natal Original, na Árvore de Mirassol, dia 25 de dezembro

 

No dia de Natal, a capital potiguar vai ganhar mais um presente dentro das comemorações do Natal em Natal 2014. A Prefeitura do Natal, através da Secretaria de Cultura/Funcarte confirmou nesta tarde de quinta-feira (30) a apresentação do lendário Tom Zé, no espaço externo da Loja Natal Original, na Árvore de Mirassol, no dia 25 de dezembro. Tom Zé estará lançando em Natal, no dia de natal, seu novo cd “Vira Lata na Via Láctea”, um dos mais aguardados do cenário musical brasileiro em 2014.

O secretário de Cultura de Natal, Dácio Galvão, esteve em São Paulo para apresentar todo o projeto do Natal em Natal 2014 a Tom Zé e tratar da possibilidade dele fazer um show no dia do aniversário da cidade. “Ele já conhecia o projeto do Natal em Natal e gostou da programação deste ano, desde o Festival Literário até o Festival de Música onde ele estará inserido fazendo o lançamento de Via Lata na Via Láctea”, comentou Dácio Galvão, desde São Paulo. O encontro aconteceu no apartamento de Tom Zé (no mesmo prédio funciona seu estúdio na capital paulista).

O novo trabalho de Tom Zé vem sendo notícia em toda a mídia cultural brasileira. O lendário artista baiano está lançando – desde 1976 – o primeiro disco que não tem um tema central, como em toda sua obra anterior.

Ao jornal A Tarde, de Salvador, Tom Zé disse “Este é meu primeiro disco, desde 1976, que sai sem um tema central. São várias músicas sobre assuntos diferentes em cada uma. No caso da faixa Geração Y,  eu  tive uma tendência imediata de simpatizar com ela porque voltaram a dar atenção à ética. A última vez que ouvi falar em ética foi na minha infância em Irará. Imagine a tarefa dessas criaturas quando forem chamadas a governar. Isso me inspirou no refrão como se fosse uma tragédia, porque se vai entrar num campo de trabalho onde a ética é chutada para escanteio, que é a política“, disse .

 

Sobre “Vira Lata na Via Láctea” (resenha do jornal A Tarde)

Inspirado (e quando ele não o foi?), o artista volta seu olhar crítico, irônico e poético em várias direções: Esquerda, Grana e Direita (autoexplicativa), a mídia impressa (Banca de Jornal, parceria com Criolo), a usura (Mamon), Irará (duas faixas: Guga na Lavagem e Irará Irá Lá), patrulha ideológica (Papa Perdoa) e até para o próprio umbigo (A Boca da Cabeça), entre outros temas.

Este também deve ser o álbum de Tom Zé com o maior número de parcerias e participações. Além de Criolo, outros nomes significativos da atual nova MPB comparecem, como as bandas O Terno, Trupe Chá de Boldo e Filarmônica da Pasárgada, os músicos Silva, Kiko Dinucci e Daniel Maia.

Mas surpresa mesmo é ouvir Tom Zé cantando em dueto com Milton Nascimento (em Pour Elis, homenagem a Elis Regina) e Caetano Veloso (Pequena Suburbana). “Fiz essa letra em 1987, a partir de uma carta que Fernando Faro fez para um vídeo do aniversário de morte da Elis. Quando li, eu:  ‘puxa, isso tá tão bem escrito!’ Comecei a cantar de brincadeira e fiz uma música dando mais importância à melodia, coisa que nem sempre eu faço. Quando Marcus Preto (jornalista, atualmente produzindo a biografia de Tom Zé) viu, disse: ‘isso é a cara do Milton. Milton gostou e gravou”, relata o músico”.

“Daqui a alguns anos / vamos ter de governar, infelizmente governar / Oh, e os nossos ideais, ai, quem diria / no mesmo camburão da burguesia / Uma renca de parentes atender / nos ritos e delitos do poder / Puta, que tragédia / desaba sobre nós! / logo depois que a ilusão tem voz”, recita um melancólico e sardônico Tom Zé logo na faixa de abertura do seu novo álbum, Vira Lata na Via Láctea.

Show de Tom Zé, Natal em Natal 2014

Local: área externa da Loja Natal Original, Árvore de Mirassol

Dia 25 de dezembro

Aberto ao público

Realização: Prefeitura do Natal, através da Secretaria de Cultura

GRUPOS DE TRABALHO DA ETAPA DE ELABORAÇÃO DO PLANO MUNICIPAL DE CULTURA SE REÚNEM PARA SELECIONAR PROPOSTAS DA SOCIEDADE CIVIL.

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Os representantes das quatro Regiões Administrativas de Natal compareceram ao primeiro encontro de trabalho para a elaboração do Plano Municipal de Cultura, realizado na quarta-feira, 29 de outubro, às 19h00, no Auditório da Funcarte. Na ocasião, 21 participantes, divididos em Grupos de Trabalhos (GTS), discutiram e selecionaram propostas catalogadas de seminários, conferências municipais e propostas coletadas presencialmente durante os 10 encontros realizados nos Bairros da Cidade do Natal. O material está disponível em PDF para consulta, ainda na íntegra para quem desejar opinar e/ou sugerir alguma alteração. As propostas selecionadas serão organizadas e trabalhadas para que possamos definir  diretrizes, estratégias, ações e metas para o Plano Municipal de Cultura.

O próximo encontro dos GTS será na terça-feira, dia 04 de novembro, às 19h00, no Auditório da Funcarte, que fica na Avenida Câmara Cascudo, 434, no bairro da Ribeira.

Clique no link abaixo!

 

Quadro geral das propostas para os GTS PMC

 

FESTIVAL LITERÁRIO DE NATAL COMEÇA NA PRÓXIMA QUINTA (6) E REÚNE O MELHOR DA LITERATURA NACIONAL E POTIGUAR NO BAIRRO HISTÓRICO DA RIBEIRA

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Nomes como Ronaldo Correia de Brito, Guilherme Wisnik, Arnaldo Antunes, Jorge Mautner, Ben Gil, Francisco Bosco, Antônio Cícero,  Adriana Calcanhotto, Cid Campos, Eucanaã Ferraz e Mário Magalhães estarão presentes no FLIN 2014

 

O Festival Literário de Natal, FLIN, é promovido pela Prefeitura do Natal, dentro do Natal em Natal 2014

 

Nomes consagrados da literatura e muita cabeça pensante em debates envolventes estão confirmados a partir da próxima quinta, 6 de novembro, no Festival Literário de Natal, Flin. O projeto é promovido pela Prefeitura do Natal, através da Secretaria de Cultura/Funcarte e será realizado na Praça Augusto Severo, Ribeira, dentro da programação do Natal em Natal 2014.

Nomes como Ronaldo Correia de Brito, Guilherme Wisnik, Arnaldo Antunes, Jorge Mautner, Ben Gil, Francisco Bosco , Antônio Cícero,  Adriana Calcanhotto, Cid Campos, Eucanaã Ferraz, Francisco Alvim e Mário Magalhães estarão no cenário histórico do bairro da Ribeira para atiçar o caldeirão de ideias e escritas até o sábado, dia 8 de novembro.

O Festival Literário de Natal terá abordagens que transitam entre o romance e  a memória, passando pelas biografias e ícones nacionais e potiguares, a arquitetura e vida editorial de Oscar Niemeyer e ainda o ineditismo em Natal da apresentação do espetáculo lítero-musical “Outra Hora da Estrela – Uma homenagem a Clarice Lispector”, além de uma exposição inédita do Instituto Moreira Sales.

Os grandes nomes das letras potiguares também estarão em destaque no Festival Literário de Natal.  Estão confirmados Carlos Fialho, José de Castro, Juliano Freire, Regina Azevedo, Clotilde Tavares, Rafael Duarte, Sheyla Azevedo, o editor Abimael Silva, o poeta Falves Silva, Pablo Capistrano e Pedro Cavalcanti.

A programação na Tenda dos Escritores começa na quinta-feira, dia 6, com o  “Concerto Leitura” com Ronaldo Correia de Brito. Ronaldo é um grande contista e romancista, dramaturgo, documentarista e psicanalista.

Ainda no primeiro dia, no “Espaço do Professor Leitor”, no auditório do Colégio Salesiano São José, haverá recitação da poesia “O Sonho Maluco”, do livro “O reino dos bichos”, de José Acaci, com Vívian Silva Araújo (3 anos de idade). No mesmo espaço, após a recitação da poesia, acontece a mesa “Os meus segredos com Capitú”, uma conversa com a mineira Ana Elisa Ribeiro.

Ela aborda questões de leitura, produção de textos e produção editorial, que fazem parte do universo de toda pessoa que convive num mundo letrado. Esse tema permeia todas as crônicas publicadas no livro “Meus segredos com Capitu”, da escritora mineira Ana Elisa Ribeiro, lançado em 2013 (Jovens Escribas).

Depois, às 15h45, tem “Uma leitura literária que mexeu com a minha cabeça”, com Miriam Dantas de Araújo, Manuel de Azevedo e Pablo Capistrano. Será uma conversa envolvendo dois escritores e uma professora que é leitora voraz. Cada um relatará a sua experiência com uma obra literária que marcou a sua vida de leitor. A apresentação sensível de três textos comoventes e dos seus respectivos autores, certamente, mobilizará os ouvintes a pensarem.

No Espaço Moacy Cirne, na Praça Augusto Severo, às 17h30, tem “Uma nova ficção: narrativas sobrenaturais potiguares”, com o editor Cleudivan Jânio (Editora CJA) e os autores  Raniere Lopes e Rafael Marques.

Rafael Marques debate seu livro “Encontro Paranormal” onde traz uma atmosfera sufocante em meio ao desconhecido. Já Ranieri Lopes, autor de “A queda – O livro da Prisão”, conta uma história envolvendo um submundo habitado por grupos de anjos rivais. Ambos os autores foram publicados pela editora CJA.

         Às 18h30 chega a vez do projeto “Vidas potiguares: biografias de Newton Navarro, Carlos Alexandre e Jesiel Figueiredo”, com José Correia (Editor da Caravela Cultural), Luana Ferreira , Sheyla Azevedo e Rafael Duarte (autores).

A proposta da editora Caravela Cultural para 2014 é das mais louváveis: reunir alguns dos melhores nomes do jornalismo local e produzir biografias de alguns vultos históricos de enorme envergadura e importância.

Debates literários na Tenda dos Escritores

A partir das 19h30, na tenda dos Escritores, começam as mesas literárias e os debates. O primeiro tema será “Oscar Niemeyer: arquitetura e literatura, duas artes em diálogo”, com Guilherme Wisnik e mediação de José Gaudêncio.

A mesma habilidade com a qual desenhou croquis e curvas de concreto, o mestre da arquitetura moderna, Oscar Niemeyer, escreveu contos, relatos, memórias, crônicas e romances que o revelaram um escritor exímio no trato da palavra.

A escrita leve e envolvente está presente em obras como Quase Memórias: Viagens, Casas onde morei, Sem rodeiros, O ser e a vida, Rio: de Província a Metrópole, Trecho de Nuvens, As Curvas do Tempo: Memórias, Diante do Nada, entre outros. Para conduzir essas interfaces artísticas na obra de Niemeyer, estará nada menos que um estudioso de sua obra, o urbanista, também arquiteto e filósofo Guilherme Wisnik.

A segunda mesa da noite traz o tema  “Poesia: do modernismo ao pós-tudo” , com Arnaldo Antunes, Francisco Bosco e Antônio Cícero. Trata-se de três poetas-letristas que transitam entre o popular e o erudito, na canção e no verso, estarão debatendo a poesia brasileira sob o prisma das vanguardas, do modernismo ao concretismo, do pós-modernismo a Augusto de Campos e o Pós-Tudo.

Definindo-se com um “operário da palavra”, Arnaldo Antunes é sim um artista múltiplo. Poeta, compositor, músico, performer, o ex-Titãs é influenciado pelas ideias dos irmãos Augusto e Haroldo de Campos, e sempre fez poemas com preocupação visual e musicalidade.

A partir das 21h30 tem a última mesa do primeiro dia do Festival Literário de Natal, envolvendo Literatura e música em performance no “Musicapoesia”, com Adriana Calcanhotto e Cid Campos.

A cantora e compositora Adriana Calcanhotto sempre inseriu em seu repertório material proveniente da poesia escrita, ao lado de letras de sofisticada feitura. O poeta, músico e produtor Cid Campos, por sua vez, tem-se especializado na área da poemúsica, um diálogo que começou com “Poesia é Risco” (1995), ao lado de Augusto de Campos, e continuou em seus CDs – solos, “No Lago do Olho” (2001), “Fala da Palavra” (2004), “Crianças Crionças” (2009) e “Nem” (ainda a ser lançado), com textos seus e de outros autores.

Juntos estarão apresentando algumas de suas composições voltadas à musicalização de poesia, que vão do “nonsense” de Lewis Carroll e Edward Lear, do pós-simbolismo inovador do baiano Pedro Kilkerry e do português Mário de Sá-Carneiro, ousando poéticas radicais como o concretismo de Décio Pignatari, Augusto e Haroldo de Campos, até as mais novas contribuições da geração de Antonio Cícero e Arnaldo Antunes. “Musicapoesia” é uma espécie de ao show apresentado pela dupla apenas uma única vez em 2007, também aqui em Natal.

Segundo dia do Festival Literário de Natal

Na sexta-feira, a partir das 14h, na Tenda dos Escritores, tem “Concerto Leitura II”, com Ronaldo Correia de Brito. Trata-se da segunda parte do “Concerto Leitura” dedicado aos jovens, com o romancista e dramaturgo Ronaldo Correia de Brito, em parceria com o músico e compositor Tomás Brandão e instrumentistas convidados.

Neste encontro, o autor do premiado romance Galileia fará novas leituras de narrativas curtas, além de abordar os processos de pesquisa e criação dos diversos gêneros literários – conto, romance, crônica, poesia e teatro. Os músicos também conversarão sobre o trabalho de criação musical para o teatro, a dança, o cinema e sobre a adaptação musical da prosa.

Ao mesmo tempo, dentro do “Espaço do Professor Leitor”, no auditório do colégio Salesiano São José, tem o debate “Autores norte-rio-grandenses e suas obras”, com Carlos Fialho , José de Castro, Juliano Freire e Regina Azevedo.

Será um encontro de escritores potiguares de diferentes estilos, alguns que publicam por editoras locais e outros por editoras de fora do estado. São autores consagrados pelos textos poéticos e/ou em prosa, cujas produções estão voltadas seja para o público infantil e juvenil ou para leitores mais autônomos.

Consistirá numa oportunidade para cada um abordar sobre o seu processo criativo, traços característicos dos seus trabalhos, influências e últimos lançamentos.

Logo depois, às 15h45, tem “Da leitora à escritora: Uma vida entre livros”, com Clotilde Tavares (RN). Será uma conversa com quem foi criada numa casa cheia de livros, numa época em que não havia televisão. O que poderia fazer uma criança a não ser ler? Assim foi a infância da escritora Clotilde Tavares, que narrará como passou de leitora a escritora, e conta como foi e continua sendo a sua vida rodeada de livros.

Na Tenda Literária Moacy Cirne, a partir das 17h30, tem “Diversidade contemporânea: três vozes da literatura atual”, com o editor David Leite (Editora Sarau das Letras) e os autores: Ana de Sales (romance), Damião Nobre (crônica) e Leonam Cunha (poesia).

Às 1830 tem “Nosso amigo Moacy Cirne”, com o editor Abimael Silva (Editora Sebo Vermelho) e Falves Silva (poeta). O editor e proprietário do Sebo Vermelho, Abimael Silva, nos contará algumas das muitas e divertidas histórias que colecionou nos muitos anos de convivência de Moacy Cirne.

Debates Literários da segunda noite

A partir das 19h30, a segunda noite de debates literários reúne Eucanaã Ferraz, Francisco Alvim e Humberto Hermenegildo.

Eucanaã Ferraz é Professor de literatura brasileira da Universidade Federal do Rio de Janeiro e autor de diversos livros de poesia, como Martelo (1997), Desassombro (2002), Rua do mundo (2004) e Cinemateca (2008), e do volume Vinícius de Moraes (2006), na coleção Folha Explica.

Organizou os livros Poesia completa e prosa de Vinicius de Moraes (2004) e Nova antologia poética (2008), também de Vinicius, Letra só (2003) e O mundo não é chato (2005), de Caetano Veloso, além da antologia Veneno antimonotonia (2005).

Francisco Soares Alvim Neto ou simplesmente Chico Alvim, é poeta e diplomata brasileiro. Iniciou sua carreira no exterior como secretário da representação do Brasil junto à Unesco, em Paris. Foi cônsul-geral do Brasil em Barcelona (1995-1999) e na Holanda (1999-2003).

Seu primeiro livro — Sol dos cegos (ed. do autor) — é de 1968. Junto de Antonio Carlos de Brito, Cacaso, marcava o aparecimento da primeira geração de poetas “pós-vanguardas”. Seguiu-se o livro Passatempo (Rio Frenesi, 1974) e O Corpo fora (Duas Cidades, 1988). Viveu um período em Brasília onde participou de movimentos de poesia marginal, tendo sido o organizador da célebre antologia Águas Emendadas (1977). Em 1988, a coletânea Poesias reunidas lhe rendeu outro Prêmio Jabuti.

ÀS 20:30, mais um encontro em que a palavra experimenta outras conexões com a poesia, música e imagem. Desta vez, Cid Campos divide a pauta com o “Poeta elétrico” Carito Cavalcanti e o crítico e professor João Batista de Moraes Neto. Filho do poeta Augusto de Campos, Cid Campos já nasceu no berço das vanguardas. Ainda pequeno ele ouvia, em casa, Webern, Cage, Varèse, Stockhausen, Beatles, Hendrix, Janis Joplin, João Gilberto e assistia a shows particulares de Caetano, Tom Zé, Novos Baianos. Nos anos 70, teve atuação intensa como baixista e compositor, assimilando a linguagem da música pop, do rock, do jazz e da MPB. Bebeu na fonte das linguagens alternativas e das ousadias da música popular pós-tropicalista, de Walter Franco a Arrigo Barnabé. Ao longo de sua carreira, participou de discos e shows de Walter Franco, Tom Zé, Péricles Cavalcanti e Adriana Calcanhotto, entre outros. Desde a década de 80 dedica-se a atividades musicais interdisciplinares. No campo audiovisual, dirigiu programas de vídeo-documentários da TV Cultura. Sua área de pesquisa, nos últimos anos, tem sido no campo da poemúsica, um diálogo que começou com “Poesia é Risco” (1995), ao lado de Augusto de Campos, e continuou em seus CDs – solos, “No Lago do Olho” (2001), “Fala da Palavra” (2004), “Crianças Crionças” (2009).

Artista de múltiplas linguagens, Carito Cavalcanti é arquiteto por formação, mas iniciou sua carreira na música como cantor e compositor da banda de rock Modus Vivendi, um dos grupos mais importantes da geração 80/90. Pioneiro na fusão música, poesia e imagem, Carito embarcou em um projeto paralelo, ao lado do guitarrista Edu Gomez, batizado de “Os Poetas Elétricos”. Surgia aí vontade de transcender ao rock, fazendo experimentações com as linguagens de sonorização do texto poético, às quais depois se somou o vídeo e a fotografia. Atualmente, sua área de interesse é o audiovisual, no qual já realizou vários curtas, entre vídeos experimentais, documentários, ficção e videoclipes musicais, sempre propondo a conexão música, poesia e imagem.

O mediador João Batista de Morais Neto é poeta e professor de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), e doutor em Literatura Comparada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).  Publicou artigos e poemas no contexto da Geração Mimeógrafo, utilizando-se de pseudônimo João da Rua. É autor de Temporada de Ingênios e outros (2006); Geração Alternativa ou um alô pra Helô (ensaio – 2007); A canção e o absurdo revisitados (ensaio – 2001); Caetano Veloso e o lugar mestiço canção (ensaio – 2011); O veneno do silêncio (poesia – 2010).

 A segunda noite termina com o espetáculo lítero-musical “Outra Hora da Estrela – Uma homenagem a Clarice Lispector”, com início às 21h30, reunindo um timaço formado por Jussara Silveira (intérprete), Sacha Ambak (piano), Marcelo Costa (percussão); Muri Costa (violão) e João Miguel Wisnik (narração) e  Eucanaã Ferraz (direção).

Outra hora da estrela é um espetáculo lítero-musical, adaptação do livro A hora da estrela (1977), a mais conhecida obra de Clarice Lispector. Aqui revezam-se a voz do narrador – em trechos escolhidos do livro – e canções brasileiras que ajudam a recontar a história e criar a atmosfera clariceana.

O espetáculo reconta a história de Macabéa, migrante nordestina em luta pela sobrevivência na cidade grande e, a um só tempo, o drama de seu narrador – máscara ficcional de Clarice –, que luta com a escrita para conseguir retratar um personagem distante de sua realidade socioeconômica. Além dos convidados, participam os músicos Sacha Amback (piano), Marcelo Costa (percussão) e Muri Costa (violão).

Terceiro dia do Festival Literário de Natal

A programação do terceiro e último dia da edição 2014 do FLIN começa às 15h, com a apresentação de“Crianças Crionças”, de Cid Campos.  O poeta, músico e letrista continua aqui seu trabalho de musicalização da poesia, desta vez debruçando-se no universo infantil.

Poemas de Edward Lear (1812-1888) e de Lewis Carroll (1832-1898) traduzidos por Augusto de Campos, pai de Cid, formam o núcleo de Crianças Crionças, o show-disco que já foi apresentado em vários palcos brasileiros. Nesta ciranda-constelação, rodam ainda poemas do próprio Augusto, de Haroldo de Campos (1929-2003), de Luis Turiba, de Paulo Leminski (1944-1989) e de Walter Silveira.

Na tenda “Literária Moacy Cirne”, a partir das 16h, tem “Poesia Submersa: poetas e poemas do RN”, com Gustavo Luz (Editora Queima Bucha) e o autor Alexandre Alves.

Às 17h30 é a vez de  “Vidas vividas à margem: Marinho Chagas e Valdetário Carneiro”, bate papo com Aureliano Medeiros (Editora Tribo) e os autores Paulo
Nascimento e Luan Xavier

O jornalista Paulo Nascimento (um dos autores do livro “Valdetário Carneiro – A essência da bala”) e Luan Xavier, que escreveu a biografia de Marinho Chagas, um gênio de fim trágico e melancólico. Ambos conversarão com um dos editores da Tribo, Aureliano Medeiros.

Às 18h30 a programação apresenta “A história que vira histórias: acontecimentos do passado que renderam narrativas”, bate-papo com Carlos Fialho (Editora Jovens Escribas) e os autores Pablo
Capistrano e Pedro Cavalcanti.

Na Tenda dos Escritores, a partir das 19h30, tem “Século XX: o Século de Ouro da poesia portuguesa e brasileira” , com  Gastão Cruz e Fernando Luís Sampaio (Autores/portugal) e  César Ferrario (Ator).

 “Não é vida a imagem que se move”, desvenda o poeta português Gastão Cruz (Faro/Portugal, 1941) no livro ”Observação de verão seguido de fogo” (Móbile Editorial), obra recente com o qual é finalista deste ano do Prêmio Portugal Telecom de Literatura. Seus versos concisos e imagéticos bebem na fonte do teatro e da performance e são fontes límpidas para reflexão sobre o tempo e todas as suas implicações.

Fernando Luís Sampaio (Moçambique, 1960) estreou na literatura com a obra Conspirador Celeste (1981), ao qual se seguiram Sólon, Hotel Pimodan, Escadas de Incêndio e Falsa Partida, este último pela editora Assírio & Alvim, em 2005. Foi traduzido para o francês, espanhol, italiano, inglês e croata. Foi diretor do Festival Mergulho no Futuro (durante a Expo’ 98) e do IPAE (Instituto Português das Artes do Espetáculo, atual Instituto das Artes).

Cesar Ferrario é ator desde 1993, sendo um dos fundadores dos Clowns de Shakespeare. Com o grupo, já atuou em trabalhos como O Sonho de uma Noite de Verão, Noite de Reis, Megera do Nada, Muito Barulho por Quase Nada, Roda Chico e O Casamento do Pequeno Burguês. No fazer teatral também tem como interesse a gestão e funcionamento de grupos de Teatro.

Após consolidar sua carreira no teatro, César Ferrario vem experimentando, desde 2013, a atuação na televisão. Trabalhou em alguns projetos da Rede Globo e viveu personagens marcantes, como o matador de aluguel Bigode de Arame, da minissérie Amores Roubados, e a novela das 23h O Rebu.

A partir das 2030 tem  “Marighella, o guerrilheiro que incendiou o mundo”, com o jornalista carioca e escritor Mário Magalhães.  A vida de Carlos Marighella (1911-69) foi tão frenética quanto surpreendente. Militante comunista desde a juventude, deputado federal constituinte e fundador do maior grupo armado de oposição à ditadura militar – a Ação Libertadora Nacional -, esse mulato de Salvador era também um profícuo poeta, homem irreverente e brincalhão.

O jornalista Mário Magalhães debruçou-se durante  anos na investigação minuciosa das várias facetas do biografado. Reconstitui com realismo desconcertante passagens pela prisão, resistência à tortura, operações de espionagem na Guerra Fria e assaltos da guerrilha a bancos, carros-fortes e trem-pagador.

Mas também recupera a célebre prova de física respondida em versos no Ginásio da Bahia e poemas de amor. Isso sem negligenciar a influência internacional de Marighella e seu Minimanual do guerrilheiro urbano, guia que correu o mundo e virou cult nos anos 1960. Traduzido para dezenas de idiomas, é tido hoje como um clássico da literatura de combate político.

A partir das 20h30 tem Jorge Mautner, com “Do Kaos ao Caos”, ao lado de Ben Gil.  Trata-se de um bate-papo e concerto lítero-poético-filosófico com Jorge Mautner (RJ, 1941) e o músico Ben Gil. Autor da trilogia literária conhecida como “A Mitologia do Kaos” (Deus da chuva e da morte, Kaos, Narciso em tarde cinza), Mautner publicou várias obras e compôs grandes sucessos musicais, como O vampiro, Maracatu atômico, Lágrimas negras, Samba dos animas

Abre espaço para Luis da Câmara Cascudo, com citações à sua obra, além de refletir sobre o pensamento de Gilberto Freyre, Evangelho de São João, José Bonifácio, Joaquim Nabuco, Nietzsche, Machado de Assis, Sigmund Freud, Heráclito, São Paulo, Caetano Veloso, Castro Alves, Mallarmé, Baudelaire, Padre Antonio Vieira, Frei Caneca.

Ainda dentro do Festival Literário de Natal está a inédita exposição (em Natal) “A Escrita dos Gestos”, do Instituto Moreira Salles. Ela ficará no Parque da Cidade, Memorial Natal.

A mostra fotográfica, com curadoria de Paulo Roberto Pires, exibe 21 retratos de 16 escritores (com a participação especial de um compositor, Dorival Caymmi, cujo centenário de nascimento é comemorado em 2014). São imagens feitas por fotógrafos do acervo do Instituto Moreira Salles, como Marc Ferrez, Maureen Bisilliat, Edu Simões, Otto Stupakoff e Alécio de Andrade. Entre os retratados, estão Jorge Amado, Clarice Lispector, João Cabral de Melo Neto, Adélia Prado, Ferreira Gullar, Ariano Suassuna, Carlos Drummond de Andrade, Otto Lara Resende, Machado de Assis, Euclides da Cunha e Ana Cristina Cesar.

 

Festival Literário de Natal 2014

Local: praça Augusto Severo, Ribeira

De 6 a 8 novembro

Locais: Praça Augusto Severo, Auditório do Colégio Salesiano e exposição no Parque da Cidade.

Realização: Prefeitura do Natal

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