Monthly Archives: setembro 2017

SHOW INSTRUMENTAL, EXPOSIÇÃO, ESPETÁCULOS DE DANÇA E INFANTIL NO AGENDÃO DE FIM DE SEMANA

Garajal - Circo Alegria 01Do violão invertido do genial Márcio Rangel, passando pela arte circense infantil e espetáculo de dança. A agenda cultural em Natal para este fim de semana através do incentivo da Prefeitura do Natal, está imperdível. Conheça a agenda para sábado (23) e domingo (24) de projetos incentivados pela Lei Djalma Maranhão:

 

 

EXPOSIÇÃO “QUANDO A PELE INCENDEIA A MEMÓRIA”

No segundo piso do Natal Shopping segue a exposição “Quando a pele incendeia a memória – Nasce um fotógrafo no sertão do século 19″, que conta os primeiros retratos de pessoas negras do Rio Grande do Norte, fotografadas por José Ezelino da Costa, no início do século 20. A exposição, que tem curadoria de Ângela Almeida e expografia de Rafael Campos e Michelle Holanda, contará com 40 fotografias. Os retratos revelam a identidade social da cultura negra e o dia a dia da região do Seridó, cuja sociedade da época era predominantemente branca, comandada por uma elite de coronéis e fazendeiros.  ENTRADA GRATUITA

 

 

 

        SÁBADO (23). ARTE URBANA NO JESIEL FIGUEIREDO

No Espaço Cultural Jesiel Figueiredo (Gramoré), a partir das 19h, tem mais edição da “Batalha do Vinho”. Trata-se de um duelo entre Mcs e Djs que reúne diversas tribos de artes urbanas na Zona Norte de Natal. Desde o hip hop, rap, passando pela sonoridade regional, grafitti e skate. INÍCIO: 19h. ENTRADA FRANCA

 

 

         SÁBADO (23) – “ORIENTE POTIGUAR”

Cia Al Hanna, que trabalha com as danças tradicionais árabes, será a atração de sábado (23) do Dançando nas Dunas, no Parque das Dunas, com seu espetáculo “Oriente Potiguar. Além de inovar ao misturar com outros estilos e linguagens artísticas, trata-se da única companhia de dança oriental do RN a ter um grupo masculino, que dançam  o tahtib (dança com bastão), odabke ( dança libanesa) e os tradicionais dervixesINÍCIO: 16H30. ENTRADA FRANCA

 

 

DOMINGO (24) BOSQUE ENCENA COM GRUPO GARAJAL

Anfiteatro Pau-brasil, do Parque das Dunas, recebe neste domingo o Grupo Garajal, do Ceará, com o espetáculo Circo Alegria.
A companhia vem contar a história de uma trupe mambembe com habilidades nas artes circenses. Para conquistar o seu público, passeia por todos os cantos com sua alegria. Com a chegada atrasada de um dos palhaços, fazem a maior confusão, tirando gargalhada de todo o público. INÍCIO: 10H. ENTRADA FRANCA.

 

 

        DOMINGO (24) SOM DA MATA COM MÁRCIO RANGEL

Som da Mata recebe em seu palco o compositor, arranjador e violonista Márcio Rangel, destaque na revista Guitar Player italiana, citado como novo talento entre os violonistas e compositores brasileiros. Com um estilo musical eclético e original de tocar o seu violão ao contrário (sem inverter a ordem das cordas), Márcio recebe influencias  da música brasileira, flamenco e jazz. Neste domingo, exibirá um show singular passando por composições originais e clássicos da música brasileira e universal. INÍCIO: 16H30. ENTRADA FRANCA.

 

EXPOSIÇÕES, K-POP, FILARMÔNICA, OFICINAS E APRESENTAÇÕES INFANTIS NA AGENDA CULTURAL DE FIM DE SEMANA

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Da moda juvenil do K-Pop, passando pela arte urbana do hip hop, até a tradição do som de filarmônica e exposição sobre a identidade social da cultura negra do Seridó. A agenda cultural em Natal para este fim de semana através do incentivo da Prefeitura do Natal, atende todos os gostos, idades e tribos. Conheça a agenda para sábado (16) e domingo (17):

 

 

EXPOSIÇÃO “QUANDO A PELE INCENDEIA A MEMÓRIA”

No segundo piso do Natal Shopping segue a exposição “Quando a pele incendeia a memória – Nasce um fotógrafo no sertão do século 19″, que conta os primeiros retratos de pessoas negras do Rio Grande do Norte, fotografadas por José Ezelino da Costa, no início do século 20. A exposição, que tem curadoria de Ângela Almeida e expografia de Rafael Campos e Michelle Holanda, contará com 40 fotografias. Os retratos revelam a identidade social da cultura negra e o dia a dia da região do Seridó, cuja sociedade da época era predominantemente branca, comandada por uma elite de coronéis e fazendeiros.  ENTRADA GRATUITA

 

 

SÁBADO – OFICINAS DO “MÃOS CRIATIVAS” NAS ROCAS

Neste sábado, o projeto Mãos Criativas estará no bairro das Rocas e promete oferecer estímulo para o desenvolvimento e a geração de novos negócios na comunidade, por meio da produção de peças e esculturas empregando a técnica de papel machê. A iniciativa será desenvolvida na Escola Municipal Henrique Castriciano, das 8h às 12h, com a artista Clarissa Torres sendo a oficineira deste sábado. O projeto propõe levar cultura, arte e sustentabilidade por meio de cinco oficinas consecutivas, em que serão ensinadas técnicas manuais realizadas com reciclagem de papel. O curso é gratuito e dá direito a certificado de conclusão. Ao final, uma escultura de pescador em papel machê será produzida como forma de homenagear tantos homens e mulheres que vivem da atividade naquela região.

 

 

        SÁBADO (16). ARTE URBANA NO JESIEL FIGUEIREDO

No Espaço Cultural Jesiel Figueiredo (Gramoré), a partir das 19h, tem mais edição da “Batalha do Vinho”. Trata-se de um duelo entre Mcs e Djs que reúne diversas tribos de artes urbanas na Zona Norte de Natal. Desde o hip hop, rap, passando pela sonoridade regional, grafitti e skate. INÍCIO: 19h. ENTRADA FRANCA

 

 

         SÁBADO (16) – DANÇANDO NAS DUNAS COM K-POP

O Dançando nas Dunas deste sábado (16) terá como atração o grupo  Ex-4 Dance Group, coletivo independente cover de K-Pop ( estilo característico da Coréia do Sul).  Para esta apresentação, o grupo preparou o espetáculo “Back To School”. “Em  um dia aparentemente comum na escola, alunos com personalidades diferentes vivenciam experiências não tão normais para o seu cotidiano. Bad boys, casais apaixonados, jogos escolares e professores mal humorados, estarão presentes nesses cenário regado a muita dança, música e diversão.”  INÍCIO: 16H30. ENTRADA FRANCA

 

 

DOMINGO (17) BOSQUE ENCENA COM NARA KELLY

A manhã de domingo (17) no Parque das Dunas vai receber mais uma edição do projeto Bosque Encena e terá como atração Nara Kelly, do grupo Estação de Teatro com o espetáculo “1, 2, 3… Conto outra vez…”.  Através das histórias “O pote vazio”, “A Lagartinha Comilona” e “Pandolfo Bereba” a atriz estabelece uma relação direta com o público que é convidado a interagir com a trama de forma envolvente e divertida. Os enredos ganham novas cores e são intercaladas com músicas, brincadeiras e trava-línguas. INÍCIO: 10H. ENTRADA FRANCA.

 

 

        DOMINGO (17) SOM DA MATA COM FILARMÔNICA

O domingo de Som da Mata terá a presença da Filarmônica de São Tomé, no Parque das Dunas. Criada em 2004, a Filarmônica é regida por Luiza Maria de Oliveira e reúne músicos e estudantes daquela cidade num projeto pioneiro por acreditar na musicalização como forma de educação para cidadania, de inclusão social e cultural. INÍCIO: 16H30. ENTRADA FRANCA.

 

 

Relação atualizada de proponentes São João com pendências. Procurar Secult/Funcarte até dia 15

A Secretaria de Cultura de Natal torna pública a relação atualizada de proponentes dos Festejos Juninos que devem procurar esta Secult/Funcarte para resolver pendências. Os proponentes que não comparecerem para regularizar a situação até dia 15 de setembro poderão ter seus processos arquivados e os empenhos cancelados.

 

atualizada para segunda publicação 11-09-17

EXPOSIÇÃO INCENTIVADA PELA LEI DJALMA MARANHÃO REVELA IDENTIDADE DA CULTURA NEGRA DO SERTÃO POTIGUAR DO SÉCULO 20

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Os primeiros retratos de pessoas negras do Rio Grande do Norte, fotografadas por José Ezelino da Costa, no início do século 20, serão apresentadas ao público, pela primeira vez, na exposição “Quando a pele incendeia a memória – Nasce um fotógrafo no sertão do século 19″. A exposição começa hoje e vai até  30 de setembro, no 2º piso do Natal Shopping, paralelamente ao lançamento do livro que dá nome à mostra da professora e pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Ângela Almeida. A iniciativa conta com incentivo da Lei Djalma Maranhão, da Prefeitura do Natal.

A exposição, que tem curadoria de Ângela Almeida e expografia de Rafael Campos e Michelle Holanda, contará com 40 fotografias. Os retratos revelam a identidade social da cultura negra e o dia a dia da região do Seridó, cuja sociedade da época era predominantemente branca, comandada por uma elite de coronéis e fazendeiros.

A importância histórica do legado de José Ezelino reside nos pequenos detalhes estéticos e sociais de sua fotografia. Um pioneirismo silencioso, que agora vem à tona publicamente. “Não podemos afirmar que José Ezelino quisesse revelar alguma espécie de racismo sobre sua condição de negro ou sobre a sociedade que vivia. Entretanto, podemos perceber que ele provocou por meio de sua fotografia, uma imagem forte de identidade social, principalmente por ser uma sociedade de descendência branca aristocrática. Assim, ele registrou lindamente os negros, seus descendentes da mesma estética que fotografava as famílias brancas que iam ao seu estúdio”, explica Ângela Almeida.

 

Sobre o fotógrafo

José Ezelino nasceu em 1889, na cidade de Caicó. Filho de pais escravos, tornou-se fotógrafo quando a fotografia ainda era recente para um sertão distante dos centros urbanos do Brasil. Ele conseguiu a façanha de retratar a si e aos seus familiares usando a mesma linha estética das famílias de alta classe da região Sudeste brasileira e dos países europeus colonizadores. Figurino, direção, cenários e captação eram criações do próprio artista. Isso sem nunca ter tido acesso a nenhum tipo de referência, pois sua viagem mais longa foi à cidade do Recife (PE).

Não existe nenhum registro fotográfico semelhante ao de José Ezelino no Brasil. A maioria dos registros é da população negra retratada como vendedores de ruas ou como trabalhadores de baixo escalão. Além dos registros familiares, José Ezelino produziu um vasto material da cidade de Caicó e demais regiões do Seridó. Infelizmente, muitas destas fotos foram perdidas ao longo dos anos, o que fortalece ainda mais a importância do trabalho da pesquisadora Ângela Almeida.

Além de fotógrafo, Ezelino debruçava-se na área musical. Chegou a formar uma banda com repertório de jazz e música sacra. Morreu em 1952, mas seu legado permanece.

 

 

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